Amo-te 2008 • ...

 

Paredes que falam... paredes que falam comigo(!), com sentidos e sentimentos em formas de stencils. Cartazes e tantas outras frases ou imagens que passam mensagens +ou– discretas, todos com um propósito significado: o de comunicar. E não sou só eu que vejo, nem que sinto.
...terão os outros as mesmas sensações? Talvez sim, talvez não, talvez +ou–. Não sei, mas gostava de saber!
Mas que paredes são estas que falam e que ouvem, que respiram os sentidos e os significados das coisas deste quotidiano urbano?...
E de repente, estou à procura de um percurso nestes desenhos, nos ritmos da repetição e no que se respira entre paredes que falam através das intervenções que se inscrevem por todos os lados. E então encontro-me na minha observação envolta das histórias das coisas e do que resultam... Sim, porque o que eu escuto é a minha crítica sobre o que eu vejo.
Fascina-me a pulsação dos sentimentos que, irónicamente, nos acariciam em paredes frias. Trovadorescas provas de amor gravadas no testemunho da cidade.
AMO – T E
Hoje, também eu fui testemunha desse amor. Torna-se público. Torna-se nosso. E é tão importante dizer “amo-te”, que terei de o escrever até à exaustão.
São mensagens de amor, que se insinuam pelas paredes, indiferentes a conceitos estéticos, sem regras nem sentidos de ordem.
Desafiando +ou- janelas e postigos, cimento e azulejos, como se as casas e os edificios fossem as molduras destas instalações de caracter tão artístico(?).
... já agora, hoje amo + ou - ?